O cruzamento usa 6 estações: as 4 da EPAGRI/CIRAM com registro longo, Cetre (centro), Santo Antônio de Lisboa e Carijós (norte) e Lagoa do Peri (sul), mais 2 estações automáticas do CEMADEN (Agronômica e Canasvieiras) que aproximam a medição do centro-oeste e do norte da ilha. Cada praia passa a usar a estação local mais próxima em vez de uma do outro lado da baía.
Por que só 2 das 6 do CEMADEN? Antes de usar, comparei cada estação automática com a estação oficial vizinha nos dias de chuva forte. Duas passaram (leem 86 a 88% do volume e pegam 60 a 69% dos dias fortes da vizinha). Quatro ficaram de fora: Coqueiros e Rio Vermelho leem menos da metade da chuva e, quando a rede oficial marca chuva forte, elas registram ~2 mm (subleitura crônica); a SC-406 faz o oposto, superestima (~1,7×); e Areias do Campeche saiu em setembro de 2026, ao ser reavaliada com a série mais longa: passava com folga na primeira rodada e caiu para 45% de detecção, perdendo mais da metade dos dias de chuva forte da vizinha. A Lagoa do Peri, oficial, fica a 2,8 km e cobre a mesma região. Incluí-las achatava o sinal artificialmente, não por a chuva importar menos, mas por o sensor estar errado.
O ponto técnico: densificar a rede só ajuda com dado validado. Foi medindo a chuva mais perto e melhor que o efeito aparente da cidade encolheu (de ~+6 para ~+2 pontos) e revelou que ele é localizado, não uniforme. Ainda há lacunas: Mole e Joaquina seguem sem estação local de registro longo (usam Cetre, do outro lado da ilha), e a estação AGROMET instalada no Morro da Lagoa em março de 2026 ainda não cobre a janela analisada. Investir em monitoramento, com cobertura e controle de qualidade, é o que transforma “achamos que piora com chuva” em evidência sólida o bastante para orientar fiscalização, alertas e obras.